sábado, 21 de maio de 2011
BRASILIA, A CAPITAL DA FALTA DE VERGONHA
JK (argh!), ao criar Brasília, criou um monstro da corrupção, sob o pretexto de, internalizando a capital, o Brasil desenvolveria aquela área central abandonada. Desenvolveu, sim, o tamanho dos bolsos de muita gente como os do arquiteto Niemeyer que, sem licitação, até hoje infesta a cidade com seus monstrengos brancos e de arquitetura ultrapassada que deve fazer chorar um Calatrava. E enriqueceu as empreiteiras, tijolos transportados de avião, edifícios envidraçados numa cidade de muita luz para beneficiar seu grande amigo Sebastião Paes de Almeida, dono da maior indústria de vidro do Brasil, cujo apartamento no Rio lhe era cedido graciosamente. Com a capital, veio um Congresso com a maioria de vagabundos que só trabalham de terça a quinta, porém roubam "diuturnamente e noturnamente" como diz a nossa preclara presidenta. Votam nas quintas pelas manhãs e depois viajam com passagens pagas por nós. Nos saudosos tempos do Rio, tínhamos senadores e deputados do gabarito de Tancredo Neves, Pasqualini, Daniel Krieger, Apolônio Sales, Arthur Bernardes Filho, Milton Campos, Otávio Mangabeira, Ruy Carneiro, Franco Montoro, Pedro Aleixo, Carlos Lacerda, Negrão de Lima, Gustavo Capanema e tantos outros. E hoje, o que temos? Tiririca, Romário, Jucá, Calheiros, Gim Argello, Sarney, Humberto Costa e os mensaleiros.