quarta-feira, 4 de maio de 2011

PUXASSAQUISMO EM VÃO

A última turma formada pelo Itamaraty escolheu Lula como paraninfo, talvez por sua sapiência em assuntos diplomáticos ou por ser doutor “honoris causae” da agora desmoralizada Universidade de Coimbra. Deram com os burros n’água: no Dia do Diplomata, Lula mandou tudo às favas e sequer apareceu para discursar para os puxa-sacos, entregando a tarefa àquele que o jornalista Augusto Nunes chama de “Uma boca à procura de um dentista”, o Marco Aurélio Garcia, que, nos tempos do ministro Celso Amorim, era o chanceler do A, responsável pelos assuntos mais espinhosos da América Latina, enquanto Amorim seguia pelo mundo no Aerolula metendo o pobre ex-metalúrgico em frias: assento permanente para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU, o que lhes permitia dar a volta ao planeta, encherem-se de diárias e abrirem embaixadas nos países mais insignificantes na ilusão de ganhar votos; aproximação com o Irã; tentar mediar a crise do Oriente Médio etc.