Cada prefeito que assume resolve colocar ou retirar as grades das praças para alegria dos serralheiros. Na Zona Sul, por exemplo, basta comparar as praças Nossa Senhora da Paz e a Antero de Quental: enquanto, na primeira, cercada, existe ordem e raros moradores de rua, a segunda, sem grades, está infestada de mendigos, cheiradores de cola, moradores de rua etc. A praça Paris era assim antes do gradeamento. No entanto, uns arquitetos e urbanistas paspalhões para os quais as grades representam, como dizem poeticamente, "uma mancha na paisagem", são favoráveis à sua retirada, no que certamente concordam os serralheiros por saberem que, numa futura gestão, o novo prefeito mandará recolocar as grades. Parece até que o Rio, depois de as UPP controlarem algumas favelas, se transformou numa cidade segura.
No entanto, se decidirem retirar as grades, transportem todas para Brasília, cerquem a Esplanada dos Ministérios e abram uma única porta por onde somente poderão sair todos os políticos e funcionários honestos. No nosso entender, ficará sem serventia...