quinta-feira, 18 de agosto de 2011

QUANTA CEGUEIRA BAIANA!

Nenhuma autoridade baiana - certamente todas deitadas nas suas redes e curtindo sestas, sextas, segundas, terças etc...- percebeu que estava sendo destruído um pedaço da Mata Atlântica numa ilha particular de 20.000m2  na Baía de Todos os Santos! Graças à Polícia Federal (sempre ela!) e a Receita Federal, foi feita verdadeira devassa num dos principais grupos do ramo de produtos químicos e termoplásticos do Brasil, a Sasil, do empresário vivaldino Paulo Sérgio Costa Pinto Cavalcanti, de ilustre nome e ora foragido. É conhecido como "Paulinho Metanol" porque a empresa dele vendeu álcool etílico para um distribuidor de cachaça, o qual estava misturado com álcool metílico, o metanol, causando a morte de 16 pessoas, enquanto que 30 outras sobreviveram com sequelas como cegueira. Como estamos no Brasil, "Paulinho Metanol" sequer foi punido!
O buraco de impostos chega a R$1 bilhão! Essa investigação da Operação Alquimia vem desde 2002, ou seja, tempo suficiente para que as autoridades baianas soubessem da existência dessa Ilha da Fantasia, uma Brasília baiana, pelo menos por meio das queixas dos pescadores que viram seu único meio de vida retirado com a destruição dos manguezais. Ninguém notou a construção daquelas mansões? Nem o ir e vir dos oito jet-skis? Aí tem jacutinga... Cavalcanti deve ter costas bem mais quentes do que um acarajé.